Pular para o conteúdo principal

MPS – Mattos Pontes Souza – ADVOCACIA CRIMINAL

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL

Investigação Criminal: Entenda Como Funciona e Quais São os Direitos

A investigação criminal reúne procedimentos destinados à apuração de possíveis infrações penais. Entenda suas etapas, os direitos do investigado e como a defesa pode atuar durante a investigação.

advogado MPS Advocacia CriminalInvestigação Criminal
▣ Publicado em 26/09/2026
↻ Alterado em 26/09/2026
◷ 10 min de leitura
✓ Revisão técnica: Dr. Tiago M P S

A investigação criminal reúne procedimentos destinados a esclarecer fatos que podem configurar uma infração penal. Nesse período, a autoridade responsável pode buscar informações, ouvir pessoas, analisar documentos e realizar outras diligências relacionadas aos fatos investigados.

Além disso, a investigação pode reunir elementos que auxiliem na identificação da possível autoria e na compreensão das circunstâncias do fato. A defesa também pode atuar durante essa etapa para orientar juridicamente a pessoa envolvida e acompanhar os atos que a legislação permite.

A investigação criminal consiste no conjunto de diligências destinadas à apuração de um possível crime e de suas circunstâncias.

Durante esse procedimento, a autoridade responsável pode buscar informações, ouvir testemunhas, realizar interrogatórios, analisar documentos e adotar outras medidas relacionadas à apuração.

Por isso, a investigação representa uma etapa importante da persecução penal, mas a existência de uma investigação não significa, por si só, que a pessoa investigada tenha cometido um crime.




A investigação pode começar a partir de diferentes situações que indiquem a possível ocorrência de uma infração penal.

Nesse contexto, a autoridade policial pode tomar conhecimento dos fatos por meio de comunicação de ocorrência, prisão em flagrante, requisição ou outras formas previstas na legislação.

A partir disso, a autoridade responsável pode adotar as providências necessárias para esclarecer as circunstâncias do caso.

Como começa uma investigação criminal?




Não necessariamente.

O inquérito policial constitui um procedimento de investigação conduzido pela autoridade policial. Já a investigação criminal pode envolver outros procedimentos e formas de apuração, conforme as atribuições de cada órgão e as circunstâncias do caso.

Assim, o inquérito policial representa uma das formas pelas quais a investigação criminal pode ocorrer.

Inquérito policial e investigação criminal são a mesma coisa?

Quais atos podem ocorrer durante uma investigação?

A investigação pode envolver diferentes atos, conforme as características de cada caso.

 

Entre eles, podem aparecer:

  • Oitivas de testemunhas: a autoridade pode ouvir pessoas que tenham informações relacionadas aos fatos.
  • Interrogatório: a pessoa investigada pode prestar esclarecimentos, observados seus direitos.
  • Análise de documentos: documentos podem fornecer informações relevantes para a apuração.
  • Diligências: a autoridade pode realizar medidas destinadas a esclarecer circunstâncias do fato.
  • Busca e apreensão: quando presentes os requisitos legais, a autoridade pode solicitar ou cumprir medidas de busca e apreensão.
  • Perícias: determinados elementos podem passar por análise técnica para esclarecer aspectos relevantes da investigação.

Além disso, a investigação pode envolver outras providências conforme a natureza do fato e os elementos disponíveis.



A pessoa investigada possui direitos durante a investigação criminal, inclusive em relação ao interrogatório e às declarações prestadas perante a autoridade competente.

Por isso, antes de prestar esclarecimentos, a pessoa pode buscar orientação jurídica para compreender o procedimento e os direitos envolvidos.

A defesa pode explicar as consequências jurídicas dos atos e orientar a pessoa de acordo com as circunstâncias concretas do caso.

O investigado precisa prestar declarações?



A Constituição assegura o direito ao silêncio ao acusado, e a legislação processual também estabelece garantias relacionadas ao interrogatório.

Nesse contexto, a pessoa não precisa produzir prova contra si mesma. A orientação jurídica pode ajudar a esclarecer como esse direito se relaciona com o ato específico e com as circunstâncias da investigação.

Além disso, a defesa pode acompanhar o procedimento dentro dos limites previstos na legislação.

Direito ao silêncio durante a investigação

A defesa pode acompanhar a investigação?

Sim. A atuação da defesa pode ocorrer durante diferentes momentos da investigação, respeitando as regras aplicáveis a cada ato.

A defesa pode, conforme o caso e os limites legais:

  • acompanhar interrogatórios;
  • acompanhar oitivas;
  • orientar a pessoa investigada;
  • analisar documentos;
  • acompanhar diligências quando a legislação permitir;
  • verificar aspectos relacionados à legalidade dos atos;
  • requerer providências cabíveis;
  • analisar elementos que integrem a investigação.

Dessa forma, a atuação defensiva pode começar antes mesmo de eventual processo criminal.



Sim. A defesa pode acompanhar o interrogatório nos termos estabelecidos pela legislação.

Durante esse ato, o advogado pode prestar orientação jurídica ao cliente e acompanhar o respeito às garantias aplicáveis.

Além disso, a defesa pode analisar posteriormente o conteúdo do interrogatório e sua relação com os demais elementos da investigação.

O advogado pode acompanhar o interrogatório?



Durante uma oitiva, a autoridade responsável busca obter informações de uma pessoa que possa contribuir para a apuração dos fatos.

A defesa deve observar as garantias aplicáveis ao ato e pode atuar dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

Por isso, a forma como a autoridade conduz a oitiva, registra as declarações e documenta o procedimento pode ser relevante para a análise posterior do caso.

O que acontece durante uma oitiva?



Sim. Dependendo das circunstâncias, a investigação pode envolver medidas de busca e apreensão.

Entretanto, a autoridade deve respeitar os requisitos legais aplicáveis à medida.

Nesse contexto, a defesa pode analisar o fundamento da diligência, os limites da ordem judicial, a forma de cumprimento e os elementos eventualmente apreendidos.

A investigação pode envolver busca e apreensão?



Sim. Uma investigação pode envolver dispositivos eletrônicos, mensagens, arquivos, fotografias e outros dados digitais.

No entanto, a apreensão de um aparelho e o acesso ao conteúdo armazenado nele representam questões juridicamente distintas.

Por isso, a análise deve considerar a forma como a autoridade obteve os dados, o fundamento utilizado e as garantias relacionadas à privacidade e à proteção das comunicações.

A investigação pode envolver celular e dados digitais?

Quais direitos devem ser observados durante a investigação?

A pessoa envolvida em uma investigação possui garantias constitucionais e legais que devem orientar a atuação das autoridades.

Entre os principais pontos, estão:

  • direito à orientação jurídica;
  • direito ao silêncio, nas hipóteses aplicáveis;
  • direito de não produzir prova contra si;
  • respeito à dignidade da pessoa;
  • observância do devido processo legal;
  • respeito às regras de obtenção de provas;
  • possibilidade de atuação da defesa nos limites estabelecidos pela legislação.

Além disso, cada situação exige uma análise própria, porque os direitos e as medidas aplicáveis podem variar conforme o ato realizado e as circunstâncias do caso.

Legalidade dos atos

A defesa pode verificar se a autoridade observou os requisitos legais durante os atos da investigação.

Essa análise pode considerar depoimentos, interrogatórios, diligências, buscas, apreensões e outros procedimentos.

Regularidade das diligências

As diligências devem respeitar os limites estabelecidos pela legislação e, quando necessária, pela autorização judicial.

Por isso, a defesa pode analisar as circunstâncias em que cada medida ocorreu e verificar sua compatibilidade com as regras aplicáveis.

Documentos e registros

Autos, boletins, termos de declaração, relatórios e outros documentos podem integrar a investigação.

Nesse contexto, a defesa pode analisar esses registros para compreender os fatos apurados e verificar a existência de elementos relevantes para o caso.

Elementos de prova

A investigação pode reunir diferentes elementos destinados a esclarecer os fatos.

A defesa pode analisar a origem desses elementos, a forma como as autoridades os obtiveram e sua relação com os fatos investigados.

Além disso, a análise pode considerar eventual discussão sobre a validade de provas ou elementos obtidos durante a investigação.

O QUE A DEFESA ANALISA DURANTE UMA INVESTIGAÇÃO?



Sim. A investigação não conduz automaticamente à abertura de uma ação penal.

Ao final da apuração, a autoridade responsável encaminha os elementos produzidos conforme o procedimento aplicável. A partir disso, os órgãos competentes podem avaliar as providências cabíveis.

Assim, dependendo das circunstâncias e dos elementos reunidos, o caso pode seguir diferentes caminhos previstos na legislação.

A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PODE TERMINAR SEM PROCESSO?



Não.

A investigação busca esclarecer fatos e reunir elementos relacionados a uma possível infração penal. A existência de uma investigação não equivale a uma condenação.

Por isso, a pessoa investigada mantém as garantias constitucionais aplicáveis durante o procedimento.

Além disso, eventual responsabilização criminal depende da observância do devido processo legal e das demais garantias previstas no ordenamento jurídico.

A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL SIGNIFICA QUE A PESSOA JÁ É CULPADA?

QUANDO PROCURAR UM ADVOGADO CRIMINALISTA?

A orientação jurídica pode ser importante desde os primeiros momentos de uma investigação.

Por exemplo, a pessoa pode procurar um advogado quando:

  • receber uma intimação para comparecer à delegacia;
  • precisar prestar declarações;
  • for chamada para interrogatório;
  • sofrer uma busca ou apreensão;
  • tiver um aparelho eletrônico apreendido;
  • descobrir que existe uma investigação relacionada ao seu nome;
  • receber informações sobre possível procedimento investigativo.

Nessas situações, o advogado pode analisar o contexto e orientar a pessoa sobre os próximos passos dentro dos limites da legislação.

Perguntas frequentes

O que acontece quando uma pessoa passa a ser investigada?

A investigação busca esclarecer os fatos e reunir elementos relacionados a uma possível infração penal. Durante esse procedimento, a autoridade responsável pode realizar diferentes diligências para apurar as circunstâncias do caso.

A pessoa pode ser investigada sem saber?

Dependendo das circunstâncias e das diligências realizadas, a pessoa pode tomar conhecimento da investigação somente quando houver algum ato que envolva sua participação ou quando a legislação permitir o acesso às informações do procedimento.

O que uma pessoa deve fazer ao receber uma intimação para prestar esclarecimentos?

É recomendável compreender o motivo da intimação e buscar orientação jurídica antes de comparecer. A defesa pode analisar as circunstâncias e orientar a pessoa sobre seus direitos e sobre o procedimento.

Quais documentos podem fazer parte de uma investigação criminal?

A investigação pode reunir documentos, termos de declarações, relatórios, registros, laudos e outros elementos relacionados à apuração dos fatos.

A investigação criminal pode envolver perícias?

Sim. Dependendo das circunstâncias, a autoridade responsável pode solicitar ou realizar exames periciais para obter informações técnicas relacionadas aos fatos investigados.

O que a defesa pode analisar durante uma investigação?

A defesa pode analisar a legalidade dos atos, a regularidade das diligências, os documentos e registros, além da origem e da relação dos elementos reunidos com os fatos investigados.

Uma pessoa pode ser investigada e não ser denunciada?

Sim. A existência de uma investigação não significa automaticamente que haverá denúncia ou abertura de ação penal. Os elementos reunidos podem levar a diferentes encaminhamentos conforme as circunstâncias e a legislação aplicável.

Quando é importante procurar um advogado criminalista durante uma investigação?

A orientação jurídica pode ser importante desde os primeiros atos da investigação, especialmente quando a pessoa recebe uma intimação, precisa prestar declarações ou enfrenta alguma diligência relacionada ao procedimento.



A investigação criminal reúne diferentes procedimentos destinados à apuração de possíveis infrações penais. Durante essa etapa, autoridades podem realizar oitivas, interrogatórios, diligências, análises documentais e outras medidas previstas em lei.

Ao mesmo tempo, a pessoa investigada possui direitos e garantias que devem ser respeitados durante o procedimento.

Por isso, a atuação da defesa desde os primeiros momentos pode contribuir para a orientação jurídica adequada, o acompanhamento dos atos permitidos e a análise da legalidade das medidas adotadas em cada caso.

Conclusão